ANCINE
Informativo da Agência Nacional do Cinema Nº 15 | 08   

















Cerimônia acontece por ocasião do Festival de Roma, que este ano terá foco dedicado à cinematografia brasileira

Os ministros da Cultura de Brasil e Itália, respectivamente Juca Ferreira e Sandro Bondi, assinam no próximo dia 23 o novo acordo de co-produção cinematográfica entre os dois países. A cerimônia de assinatura ocorre durante o Festival de Roma, que este ano conta com um espaço dedicado à cultura brasileira, com ênfase na produção cinematográfica.

O novo acordo partiu de uma revisão do Acordo de Co-produção Cinematográfica Brasil-Itália ainda em vigor, assinado em 1970. O novo texto, negociado entre a ANCINE e a Direção Geral do Cinema da Itália, em linhas gerais vem substituir, renovar e modernizar os termos do atual acordo de co-produção, introduzindo a possibilidade da realização de co-produções financeiras, sem a participação obrigatória de artistas e técnicos de cada parte na mesma proporção que as cotas societárias estabelecidas no contrato de co-produção; além da redução da porcentagem de participação obrigatória da parte minoritária; e maior clareza nos termos contratuais das empresas que irão realizar as co-produções; dentre outros aspectos.

O novo acordo também trará maior dinamismo à integração entre produtores brasileiros e produtores italianos, potencializando a realização de novas co-produções entre os dois países, a exemplo dos recentes “Estômago” e “Terra Vermelha”.

Foco Brasil – O Festival de Roma deste ano traz um destaque para a produção cinematográfica brasileira. O Foco Brasil, como é chamado o evento, começa dia 22 e se estende até o dia 31 de outubro, com duas mostras especiais de filmes nacionais: Vetrina Nuovo Cinema Brasiliano, com produções recentes; e Retrospettiva, com a exibição de documentários sobre artistas e personalidades brasileiras.

Em paralelo às mostras, serão promovidos debates sobre o cinema brasileiro com a participação especial da atriz Fernanda Montenegro e de outros realizadores, como Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, João Moreira Salles e Eduardo Coutinho. O Foco Brasil resulta de um empenho especial da Embaixada do Brasil na Itália e é um projeto desenvolvido em parceria entre a ANCINE e o Ministério das Relações Exteriores, em articulação com a direção do Festival de Roma.

Confira abaixo a relação dos filmes brasileiros escolhidos pela direção do Festival de Roma para serem exibidos durante o Foco Brasil:

VETRINA Nuovo Cinema Brasiliano

  1. OS DESAFINADOS de Walter Lima Jr - (Prima Europea), 128’
  2. ESTÔMAGO de Marcos Jorge - (Prima Italiana), 100’
  3. CIDADE DOS HOMENS de Paulo Morelli - (Prima Italiana), 106’
  4. MEU NOME NÃO É JOHNNY de Mauro Lima - (Prima Europea), 128’
  5. CORACÃO VAGABUNDO de Fernando Grostein Andrade- (Prima Europea), 60’ CIRCA
  6. VERONICA, de Maurício Farias 100’ circa
  7. SIGNO DA CIDADE de Carlos Riccelli - (Prima Europea), 95
  8. JOGO DE CENA de Eduardo Coutinho – (Prima Europea), 100
  9. SANTIAGO de João Moreira Salles - (Prima Italiana), 80
  10. O PAI O de Monique Gardenberg - (Prima Italiana), 96’

RETROSPETTIVA

  1. VINÍCIUS de Miguel Faria Jr. (2005), 120’
  2. FUTEBOL de João Moreira Salles 3 episodi 90’ l’uno
  3. PAULINHO DA VIOLA - MEU TEMPO É HOJE de Isabel Jaguaribe (2003), 83’
  4. NELSON FREIRE- UM FILME SOBRE UM HOMEM E SUA MÚSICA de João Moreira Salles, 102’-
  5. COISA MAIS LINDA - HISTÓRIAS E CASOS DA BOSSA NOVA de Paulo Thiago (2005), 126’
  6. Oscar Niemeyer: A VIDA È UM SOPRO de Fabiano Maciel, 90’
  7. DOCES (OUTROS) BÁRBAROS de Andrucha Waddington, 100’
  8. PIERRE VERGER de Lula Barque de Hollanda – 82’
  9. BETHÂNIA BEM DE PERTO de Júlio Bressane e Eduardo Escorel, 26’
  10. A CASA DO TOM – MUNDO, MONDE, MONDO de Ana Jobim, 58’
  11. PEDRINHA DE ARUANDA – MARIA BETHANIA de Andrucha Waddington – 60’
  12. SÉRGIO BUARQUE DE HOLLANDA de Nelson Pereira dos Santos, 150’
  13. FABRICANDO TOM ZÉ de Décio Matos Jr, 90’

 



Mais de R$8 milhões serão distribuídos entre 84 empresas produtoras, distribuidoras e exibidoras.

A ANCINE comunica o resultado final do Prêmio Adicional de Renda 2008, que este ano distribui aproximadamente R$ 8,2 milhões entre 84 empresas produtoras, distribuidoras e exibidoras de filmes brasileiros de longa-metragem em salas de cinema.

O valor a ser distribuído será dividido da seguinte forma:

- R$ 3.044.025,86 para 25 empresas produtoras;
- R$ 3.044.025,86 para 11 empresas distribuidoras;
- R$ 971.747,56 para 28 salas isoladas de exibição; e
- R$ 1.116.252,72 para 20 complexos de duas salas de exibição

O PAR é um mecanismo de fomento à indústria cinematográfica brasileira cujo apoio é concedido em razão do desempenho da obra no mercado nacional. Ele premia a capacidade das empresas de dialogar com o público e o compromisso delas com a produção, distribuição e exibição de filmes brasileiros. O prêmio deve ser investido pelas empresas em novos projetos.

A lista dos premiados da quarta edição do Prêmio Adicional de Renda (PAR), com o respectivo apoio financeiro concedido pela ANCINE às empresas produtoras, distribuidoras e exibidoras de filmes brasileiros de longa-metragem pode ser conferida aqui.


 



Instrução Normativa Nº 78 estabelece novas regras para agilizar a tramitação de projetos

A Agência Nacional do Cinema estabeleceu novos procedimentos para a tramitação de projetos, com o objetivo de simplificar os processos e reduzir a burocracia. As novas regras estão publicadas na Instrução Normativa Nº 78, de 14 de outubro de 2008, que altera artigos da Instrução Normativa nº 22, de 30 de dezembro de 2003, e revoga a Instrução Normativa nº 34, de 4 de novembro de 2004.

A atualização da Instrução Normativa 22 se baseou em estudo elaborado por técnicos da Agência, que levaram em consideração as demandas reiteradas dos próprios agentes de mercado, num processo semelhante ao que resultou na Portaria 54/2008 do Ministério da Cultura, que também reduz a burocracia e agiliza os trâmites em projetos apresentados de acordo com a Lei Rouanet (Lei 8.313/93).

Em linhas gerais, o objetivo foi evitar que documentos já em posse da Agência fossem novamente solicitados aos proponentes, assim como documentos que podem ser obtidos por via eletrônica ou mesmo àqueles pouco significativos para análise dos projetos.

Outra linha foi a racionalização da quantidade de contas bancárias, que hoje podem ser abertas em grande número, dificultando o controle e a gestão dos projetos. A revisão também levou em consideração as novas possibilidades de gestão eletrônica das informações bancárias, para evitar onerar os administrados e ao mesmo tempo assegurar confiabilidade nas informações.

As atuais propostas de alteração representam o primeiro passo na direção da simplificação de procedimentos adotados pela ANCINE em sua relação com o mercado.

Para conferir a íntegra da Instrução Normativa Nº 78 clique aqui.

 



IN 79 revoga a IN 32 e tem como objetivo reduzir o número de documentos exigidos

A ANCINE publicou a Instrução Normativa 79, que regula as condições de filmagem, gravação e captação de imagens em movimento, com ou sem som, para a produção de obra audiovisual estrangeira no território nacional. A nova IN revoga a IN 32, que trata do mesmo tema.

As principais modificações objetivam reduzir o número de documentos que devem ser enviados à Agência para informar sobre a produção estrangeira a ser filmada no país. Os formulários anexos também sofreram algumas mudanças no sentido de facilitar a compreensão e seu preenchimento pelo usuário.

Para conferir a íntegra da Instrução Normativa Nº 79 clique aqui.

 



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