ANCINE
Informativo da Agência Nacional do Cinema Nº 23 | 09   




















Comunicado sobre participação dos filmes brasileiros

A Agência Nacional do Cinema (ANCINE) torna públicos os números sobre a distribuição de obras audiovisuais brasileiras nas salas de exibição do País em 2008. A Agência informa que o cinema brasileiro fechou ano com público total de 9.143.052 espectadores, alcançando 10,16% de participação de mercado. O preço médio do ingresso brasileiro (p.m.i.) ficou em R$ 7,68.

O público total verificado no mercado de salas do Brasil em 2008 foi de 89.960.164 espectadores e a renda total apurada foi R$ 729.522.782,41. O preço médio do ingresso (p.m.i.) ficou em R$ 8,11.

A partir de 2010, as informações consolidadas anualmente sobre o mercado de salas de cinema no Brasil poderão ser divulgadas logo no mês de janeiro, graças à implantação do Sistema de Acompanhamento da Distribuição em Salas de Exibição (SADIS) pela ANCINE, em setembro de 2008. Com o SADIS, em operação desde setembro de 2008, vem sendo possível sistematizar as informações sobre as obras comercializadas no circuito exibidor do país, a partir de dados recebidos diretamente das distribuidoras, permitindo também a produção de informes e relatórios regulares pela Agência, que são disponibilizados na internet, no endereço www.ancine.gov.br/oca.

Segue abaixo o resumo dos dados apurados no período:

Acumulados 2008*

Total

Público total

89.960.164

Renda total

R$ 729.522.782 , 41

Preço médio do ingresso (PMI)

R$ 8 , 11

Público filmes nacionais

9.143.052

Renda filmes nacionais

R$ 70.244.803 , 00

PMI. filme nacional

R$ 7 , 68

Público filme estrangeiro

80.817.112

Renda filme estrangeiro

R$ 659.277.979 , 34

PMI filme estrangeiro

R$ 8 , 16

Participação de público (filme brasileiro)

10 , 16%

Número de estréias

324

Número de estréias de filmes brasileiros

79

* Fontes: 4 janeiro a 4 setembro - Fonte Filme B
5 setembro a 1 de janeiro - Fonte SADIS AGREGADO, informações distribuidores

Os dados que compõem as informações consolidadas pela ANCINE relativos ao ano de 2008 são provenientes de fontes diversas:

  1. Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro (Sedcmrj) apurados pela empresa Filme B (período de janeiro de 2008 a agosto de 2008);
  2. Informações do Sistema SADIS (de setembro a dezembro de 2008);
  3. Dados enviados pelas distribuidoras que tiveram participação na renda bruta de filmes nacionais exibidos em salas que aderiram ao programa “Vá ao Cinema”, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Os números aqui apresentados não incluem os dados de renda e público de distribuidoras que realizaram vendas a preço fixo para salas de cinema, sejam elas participantes ou não do programa “Vá ao Cinema”.
 



Inscrições para o fundo ibero-americano de apoio ao cinema estão abertas até 15 de junho

Estão abertas até 15 de junho as inscrições para a segunda convocatória anual do Ibermedia, programa de estímulo à promoção e à distribuição de filmes ibero-americanos que faz parte da política audiovisual da Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas da Ibero-america (CAACI). O fundo é atualmente ratificado por 15 países membros, incluindo o Brasil, que financiam o programa através de cotas anuais pagas à CACI. Nesta convocatória serão contemplados projetos de formação de profissionais, co-produção de filmes, desenvolvimento de projetos de cinema e televisão e vendas internacionais. A convocatória para as linhas de distribuição e exibição foi aberta em dezembro de 2008 e continua até 15 de junho.

Os editais de cada modalidade e seus formulários estão disponíveis no sítio www.programaibermedia.com.

Os projetos deverão ser enviados diretamente para a Unidade Técnica do IBERMEDIA: Calle Ferrraz nº 10, 1º izda. - 28.008 Madri – Espanha.

Ou para: Agência Nacional do Cinema – ANCINE - Av. Graça Aranha, 35/4º andar – Centro – Rio de Janeiro- RJ – Cep: 20.030-002.

 



Linha de investimento na produção de filmes teve maior número de inscritos

A Agência Nacional do Cinema (ANCINE) informa que um total de 294 projetos foi apresentado ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) visando à obtenção dos recursos disponibilizados em suas quatro linhas de ação iniciais. Esse número se refere apenas ao primeiro semestre de operação do Fundo, que destina aproximadamente R$ 37 milhões para a produção de obras audiovisuais para cinema e TV, e para investimento em distribuição e comercialização de filmes brasileiros.

Das quatro linhas iniciais, a Linha A, referente à produção cinematográfica de longa-metragem, teve o maior número de inscritos: 217 no total. Trata-se da única linha cujo processo de seleção é realizado através de edital, que teve seu resultado divulgado dia 17 de abril pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), agente financeiro do FSA. Dos 217 projetos apresentados, 115 foram habilitados. Os demais têm até 5 de maio para recorrer do resultado e tentar solucionar possíveis pendências ou restrições junto à FINEP. Um total de R$ 15 milhões poderá ser destinado ao financiamento desses projetos.

Nas outras três linhas de ação, B, C e D, o período para apresentação de projetos foi encerrado em 30 de março e atualmente os mesmos encontram-se em fase de habilitação. Na primeira quinzena de maio os resultados dessas linhas serão divulgados.

Um elevado número de empresas apresentou projetos para as quatro linhas de ação iniciais do FSA. Na Linha A 173 empresas concorrem. Para a Linha B, referente à produção independente para televisão, o FSA recebeu 46 projetos, de 37 empresas diferentes. Na Linha C, destinada à aquisição de direitos de distribuição de filmes brasileiros em todos os segmentos de mercado (salas de cinema, TV aberta e por assinatura, vídeo doméstico, etc.), foram apresentados 15 projetos, por 8 proponentes distintos. Já a Linha D, voltada para o investimento na comercialização de filmes nacionais em salas de cinema recebeu 16 projetos, de 10 empresas brasileiras.

“Os números são bastante positivos. As primeiras informações apontam para a participação de uma grande diversidade de empresas, o que reforça o papel do Fundo de reintroduzir o compromisso com o resultado estético e econômico na atividade audiovisual e valorizar o desempenho de empresas e obras”, analisa Manoel Rangel, diretor-presidente da ANCINE.

Para as linhas de ação B, C e D foram disponibilizados respectivamente R$ 7, R$ 10 e R$ 5 milhões para o primeiro semestre e os valores serão repetidos para o segundo semestre. Os projetos que se enquadram nessas linhas de ação ainda passarão por análise técnica, que vai apontar quais estão habilitados a receber investimento do FSA. Atualmente, novas linhas de ação estão sendo desenhadas pelo Comitê Gestor do FSA, ao qual cabe a definição das diretrizes e áreas prioritárias para a aplicação de recursos.

Saiba mais sobre o FSA – O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) é um fundo destinado ao desenvolvimento articulado de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil. Criado pela Lei Nº 11.437, de 28/12/2006, e regulamentado pelo Decreto nº 6.299, de 12/12/2007, o FSA é uma categoria de programação específica do Fundo Nacional de Cultura (FNC).

Seus recursos são oriundos da própria atividade econômica, de contribuições que já são recolhidas pelos agentes do mercado, principalmente da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional – CONDECINE - e do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações - FISTEL.

Comitê Gestor – Composto por dois representantes do Ministério da Cultura, um da ANCINE, um dos agentes financeiros credenciados e por dois representantes da indústria audiovisual, indicados pelo Conselho Superior de Cinema a partir de uma lista tríplice nominal. Cabe ao Comitê Gestor definir as diretrizes e selecionar as áreas prioritárias para a aplicação de recursos do FSA, estabelecer os limites de aporte financeiro aplicável a cada grupo de ações, acompanhar a implementação das linhas de ação e avaliar os resultados alcançados. Também é tarefa do Comitê Gestor estabelecer as normas e critérios para a apresentação de projetos.

Composição do Comitê Gestor (2008/ 2010)

  1. Juca Ferreira - Titular (Ministério da Cultura), Alfredo Manevy – Suplente;
  2. Paulo Mendonça Titular (representante do setor), Geraldo da Rocha Moraes – Suplente;
  3. Gustavo Soares Steinberg - Titular (representante do setor);
  4. Manoel Rangel - Titular (ANCINE), Mário Diamante – Suplente;
  5. Silvio Da-Rin - Titular (Ministério da Cultura/Secretaria do Audiovisual);
  6. Luiz Antônio Coelho Lopes - Titular (FINEP); Murilo Azevedo Guimarães – Suplente
 



Programa de fomento da Agência contempla produções selecionadas para festival francês

Cinco filmes brasileiros selecionados para a 62ª edição do tradicional Festival de Cannes têm sua exibição garantida no evento, que acontece entre 13 e 24 de maio na França, graças ao Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais. Criado pela ANCINE em 2003 para promover o produto audiovisual nacional no exterior, esse mecanismo de fomento concede a produção/envio de cópias legendadas e/ou aquisição de passagens aéreas para os realizadores de obras convidadas a participar de um dos 67 festivais cobertos pelo Programa.

O longa-metragem ‘À Deriva’, de Heitor Dhalia, selecionado para a mostra competitiva Um Certo Olhar, e quatro curtas-metragens foram contemplados pelo Programa. Além dessas cinco produções, o Brasil será representado em Cannes também pelo longa-metragem ‘No Meu Lugar’, de Eduardo Valente, que será exibido em sessão especial fora de competição.

‘À Deriva’ é o terceiro longa-metragem de Heitor Dhalia. A atriz brasileira Débora Bloch e o ator francês Vincent Cassel encabeçam o elenco da produção, um drama sobre a desintegração de uma família de classe média alta que passa férias em Búzios, no litoral carioca. A mostra Um Certo Olhar, na qual ‘À Deriva’ foi incluído, é uma das mais importantes de Cannes. Em anos anteriores, passaram por essa sessão filmes de diretores consagrados, como Ingmar Bergman, Jean-Luc Godard, Wim Wenders, Abbas Kiarostami e Paul Thomas Anderson.

O outro representante brasileiro que compete por prêmios em Cannes é o curta ‘Chapa’, de Thiago Ricarte, selecionado para a mostra Cinéfondation. A jovem realizadora paulista Vera Egito teve dois curtas-metragens selecionados para a Semana da Crítica. O inédito ‘Elo’ será exibido na sessão de abertura da Semana, enquanto ‘Espalhadas pelo Ar’ (2007) estará no encerramento. Ambos serão exibidos fora de competição. Já a pernambucana Renata Pinheiro teve o curta ‘Superbarroco’ selecionado para a mostra não-competitiva Quinzena dos Realizadores.

 



Inscrição para Prêmio Adicional de Renda termina dia 15 de junho. Recursos para edital de co-produção podem ser enviados até 7 de maio

A ANCINE publicou no Diário Oficial da União (DOU) de 29 de abril a ata de habilitação do Edital de fomento direto no âmbito de Co-Produção ANCINE – Consórcio Audiovisual da Galícia. Dos seis proponentes inscritos, dois foram considerados habilitados. Os demais têm até 7 de maio para enviar recursos contra o indeferimento.

A lista com os projetos habilitados e não habilitados está disponível para consulta no portal da Agência na Internet.

Outra data importante que se aproxima é a do encerramento das inscrições das empresas que desejam concorrer ao Prêmio Adicional de Renda 2009. O prazo foi antecipado para 15 de junho, conforme publicado pela ANCINE no DOU de 16 de abril.

O PAR contempla empresas brasileiras produtoras, distribuidoras e exibidoras de filmes nacionais. O valor total do prêmio este ano é de R$ 9,3 milhões, superando os R$ 8,2 milhões destinados ano passado.

Segundo o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel, o objetivo da premiação é estimular o diálogo da cinematografia nacional com o seu público, premiando as empresas de acordo com o desempenho comercial dos filmes brasileiros no mercado de salas de exibição do país.

Para a participação de empresas produtoras e distribuidoras, serão consideradas as obras cinematográficas de longa-metragem brasileira de produção independente cujo lançamento comercial no mercado de salas de exibição tenha ocorrido entre 1º de dezembro de 2007 e 30 de novembro de 2008. Já para as empresas exibidoras serão considerados os filmes nacionais lançados entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2008. Os exibidores também devem ter cumprido a Cota de Tela determinada para o ano de 2008.

Conforme norma da ANCINE, os recursos obtidos com a premiação devem ser obrigatoriamente aplicados no desenvolvimento de novos projetos, de acordo com o segmento de atuação da empresa contemplada. Empresas produtoras, por exemplo, podem investir em desenvolvimento de projetos, complementação de recursos para filmagem, ou finalização; empresas distribuidoras podem investir em desenvolvimento de projetos, aquisição de direitos de distribuição com a utilização dos recursos na produção da obra, ou em comercialização de obras já produzidas; já empresas exibidoras podem investir o valor da premiação em automação de bilheteria, infra-estrutura das salas, complementação de renda para abertura de novas salas ou aquisição de equipamentos digitais, além de projetos de formação de público para o cinema brasileiro.

Em 2008, em sua 4ª edição, o PAR concedeu apoio financeiro para 66 empresas distintas – sendo 24 produtoras, 11 distribuidoras e 32 empresas exibidoras. O primeiro lugar da premiação para as produtoras ficou para a empresa Zazen Produções Audiovisuais Ltda. com o filme ‘Tropa de Elite’. Dentre as distribuidoras, o destaque ficou para a Cannes Produções S/A, pela distribuição dos filmes ‘A Via Láctea’, ‘Ó Paí, Ó’ e ‘O Mundo em Duas Voltas’. No caso das exibidoras, seis salas isoladas e 11 complexos de duas salas conquistaram o prêmio máximo, previsto no PAR 2008, de R$ 68.635,00.

A íntegra do edital e outras informações sobre o PAR 2009 podem ser encontradas na internet, no endereço www.ancine.gov.br

 



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