ANCINE
Informativo da Agência Nacional do Cinema Nº 36 | 10    














 

 


Proponentes de projetos recusados podem recorrer da decisão até 31 de março

 

25/03/10 - A ANCINE e a FINEP divulgaram o resultado preliminar da etapa de habilitação das chamadas públicas Prodecine 01/2009, Prodecine 02/2009 e Prodecine 03/2009 do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Após a abertura pública das propostas, nos dias 15 e 16 de março, foram habilitados inicialmente 219 projetos do total de 245 inscritos.

A chamada Prodecine 01, dedicada a investimentos em projetos de produção de obras audiovisuais cinematográficas de longa-metragem, recebeu 207 propostas, das quais 186 foram habilitadas.

A chamada Prodecine 02, para aquisição de direitos de distribuição de obras audiovisuais cinematográficas de longa-metragem, recebeu 26 propostas, das quais 21 foram habilitadas.

Na chamada Prodecine 03, para comercialização de obras audiovisuais cinematográficas de longa-metragem, as 12 propostas inscritas foram habilitadas para a fase de seleção do FSA.

Os proponentes que quiserem apresentar recursos devem preencher o formulário padrão disponível no site da FINEP e enviá-lo por e-mail , anexando os documentos que comprovem a argumentação , para o endereço eletrônico fsa2009@finep.gov.br. A situação de cada projeto está disponível individualmente para cada inscrito por meio de login no sistema. O prazo para apresentação de recursos termina em 31 de março.

Se houver a necessidade de enviar documentos por correio, a postagem deve ser feita também até dia 31 de março. A mesma data vale em caso de entrega direta no setor de protocolo da FINEP, endereçado da seguinte forma:

RECURSO - CHAMADA PÚBLICA MCT/FINEP/FSA – (NOME DA CHAMADA)
(razão social proponente)/(título projeto)
FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos
Praia do Flamengo, 200, 9º andar – DALP
22.210-030 – Rio de Janeiro RJ

Os projetos habilitados nesta etapa passarão para a etapa de seleção.

Continuam abertas até 9 de abril as inscrições de projetos na chamada PRODAV – 01/2009, voltada à produção independente de obras audiovisuais para a televisão. Estão disponíveis para investimento nesta modalidade recursos da ordem de R$ 17,7 milhões. Os formulários desta chamada estão disponíveis aqui.

 



 



Convênio com Ministério do Meio Ambiente visa inserir critérios de gestão socioambiental na Agência

25/03/10 - Estimular a reflexão e a mudança de atitude dos servidores públicos para que os mesmos incorporem critérios de gestão socioambiental em suas atividades rotineiras. Esse é o principal objetivo do programa “Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P)”, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e que acaba de ganhar a adesão da Agência Nacional do Cinema (ANCINE).

Com vigência mínima de dois anos, o convênio prevê a elaboração de uma agenda socioambiental para a ANCINE, que contemple os cinco eixos temáticos da A3P: uso racional dos recursos naturais e bens públicos; gestão adequada dos resíduos gerados; sensibilização e capacitação dos servidores; qualidade de vida no ambiente de trabalho, e licitações sustentáveis (inclusão de critérios socioambientais nas compras públicas).

Entre as ações previstas no Termo de Adesão assinado no dia 19 de março por Manoel Rangel e pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em ato no escritório da ANCINE no Rio de Janeiro, estão a redução do consumo de energia e água, o estímulo à aquisição de bens e serviços ambientalmente sustentáveis e a elaboração de um plano de capacitação para os servidores.

“Nós da ANCINE temos acompanhado com atenção e apreço as ações do Ministério do Meio Ambiente e agora, com a adesão ao programa A3P, pretendemos contribuir para a construção de uma administração pública social e ambientalmente sustentável”, declarou o diretor-presidente da agência, Manoel Rangel. O ministro Carlos Minc parabenizou a ANCINE pela adesão à Agenda Ambiental. “O poder público tem que dar o exemplo para a sociedade, não adianta querer que a sociedade economize recursos se há desperdício nas instituições”, observou.

Também estiveram presentes ao ato os servidores da Comissão de Coleta Seletiva da ANCINE e representantes da Cooperativa dos Trabalhadores do Complexo de Bonsucesso Ltda – COOTRABOM, que assinaram o Termo de Compromisso para a coleta de materiais reciclados descartados pela agência. “A assinatura desse termo no dia de hoje marca o compromisso da ANCINE com as ações propostas pelo Ministério do Meio Ambiente e demonstra nosso esforço em transformar boas intenções em ações”, concluiu Manoel Rangel.

Mais informações sobre o Programa A3P: www.mma.gov.br/a3p.

 



 



Evento no Rio de Janeiro discutiu políticas estratégicas e fortalecimento institucional das agências

25/03/10 - Foi realizado na sexta-feira, 19 de março, no auditório da ANCINE, o seminário “Gestão em regulação – Políticas estratégicas e fortalecimento institucional”, promovido pela Agência Nacional do Cinema e pelo PRO-REG - Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para a Gestão em Regulação. O evento, que despertou grande interesse da platéia, contou com a participação de representantes de diversas agências reguladoras, como ANS, ANP, ANEEL, ANTAQ, ANTT, ANVISA, ANAC e ANATEL, além de 80 servidores da própria ANCINE. Entre outros temas, foram discutidos os desafios da institucionalização dos organismos e instrumentos regulatórios, a governança e a avaliação dos impactos e da qualidade da regulação.

A mesa da manhã, “Política de Regulação no Brasil e Agenda Regulatória”, foi aberta por Manoel Rangel, diretor-presidente da ANCINE, que fez um histórico da regulação do audiovisual no Brasil, desde a realização do III Congresso Brasileiro do Cinema, em 2000, quando foram desenhadas por representantes da própria classe cinematográfica as primeiras propostas para o setor, na chamada Carta de Porto Alegre.

- Desde então se luta pelo aprimoramento das políticas públicas de fomento à produção, para corrigirmos falhas do mercado e encontrarmos caminhos que levem a uma indústria audiovisual brasileira robusta e auto-sustentada – afirmou Rangel. – Em todos os países mais desenvolvidos do mundo, como os Estados Unidos e a França, a atuação estatal foi decisiva para assegurar a diversidade cultural e o vigor da produção independente.

Também participaram da primeira mesa Alfredo Cardoso , diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da Agência Nacional de Saúde Suplementar; Luiz Alberto dos Santos , Subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil; Francisco Gaetani , Secretário-Executivo Adjunto do Ministério do Planejamento , Orçamento e Gestão; e Antônio Henrique Pinheiro Silveira , Secretário de Acompanhamento Econômico da SEAE.

Luiz Alberto dos Santos apresentou diretrizes que têm norteado a reflexão do PRO-REG sobre a qualidade da regulação no Brasil, como o maior acesso à informação, a consolidação normativa e a participação da sociedade. Destacou também a importância do PL 3337/04, de uma Lei Geral das Agências Reguladoras que uniformize as regras para as agências.

- A Lei Geral das Agências Reguladoras será importante para estabelecer a obrigatoriedade de uma Agenda Regulatória e de mecanismos como a Consulta Pública. Isso criará um ambiente de estabilidade regulatória bastante favorável aos fluxos de investimentos privados nos diferentes mercados.

Antonio Henrique Pinheiro da Silveira destacou a relação profícua estabelecida entre a ANCINE e a SEAE.

- Estabelecemos um termo de cooperação que facilita a troca de informações e ajuda a aprimorar a qualidade da regulação exercida pela Agência. Mas áreas como o cinema ainda carecem de estudos mais robustos sobre o impacto regulatório.

Francisco Gaetani analisou o contexto de privatização e de modernização do Estado em que foram criadas as agências reguladoras no Brasil, afirmando que a responsabilidade pela promoção da competição visando á criação de um mercado forte, com ganhos de eficiência, é do Estado:

- Cultura também é mercado, e a cultura no Brasil é um mercado que é objeto de uma competição muito desigual.

A mesa da tarde, “Análise de Impacto Regulatório”, foi composta por Rosana Alcântara, Superintendente Executiva da ANCINE; Lúcia Helena Salgado, Coordenadora de Estudos de Mercado de Regulação da Diretoria de Estudos Setoriais do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Alketa Peci, Coordenadora do Núcleo de Estudos em Regulação da EBAPE/ FGV – Fundação Getúlio Vargas; Marcelo de Barros Gomes, Analista de Controle Externo do TCU – Tribunal de Contas da União; Pedro Ivo Ramalho, Assessor da Presidência da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Rosana Alcântara enfatizou a importância de uma agenda regulatória consistente no caso específico do cinema e do audiovisual, área de atuação da ANCINE, para garantir o pleno exercício pela sociedade de direitos culturais previstos na Constituição:

- A agenda regulatória é um instrumento fundamental de gestão, que ajuda a ANCINE a monitorar o conjunto das atividades previstas em seu planejamento estratégico.

Lúcia Helena fez uma exposição sobre a importância da Análise de Impacto Regulatório (AIR):

- A Análise de Impacto Regulatório é uma ferramenta adotada por muitos países para aperfeiçoar a qualidade da regulação – declarou Lucia. – É uma arma para o regulador e para a sociedade, no sentido de assegurar a transparência, a prestação de contas e a proporcionalidade, como princípios da governança regulatória.

Em sua fala, Alketa Peci aprofundou a análise da AIR, destacando que esse instrumento não deve ser usado como uma justificativa a posteriori para decisões já tomadas pelo regulador, o que representaria um gasto inútil de recursos públicos, mas como uma maneira efetiva de orientar decisões que envolvem a alocação desses recursos:

- O ambiente regulatório no Brasil ainda precisa ser aprimorado. Ele ainda é prejudicado pela fragmentação dos marcos regulatórios.

O Seminário também contou com as participações do Sr. Jadir Proença, representante da Casa Civil, e da Sra. Ana Camboim, do Inmetro

Mais informações sobre o seminário “Gestão em Regulação” neste link.

 



 



Série ‘ Nosso Cinema' leva filmes produzidos no Brasil e em mais 16 países a redes públicas de televisão



25/03/10
- A produção audiovisual da comunidade iberoamericana ganhou um importante espaço de difusão. Graças a uma iniciativa da Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas Iberoamericanas (CACI) , na qual o Brasil é representado pela ANCINE, 52 longas-metragens realizados recentemente nos países-membros do organismo serão exibidos em redes de televisão pública de 12 países da América Latina, ao longo dos próximos 12 meses. No Brasil, a série é exibida aos domingos pela TV Brasil, a partir das 23h.

A seleção do primeiro pacote de filmes do programa ‘Nosso Cinema foi realizada por uma comissão independente, que reuniu personalidades do setor cinematográfico de seis países, incluindo o Brasil, representado pelo cineasta e roteirista Orlando Senna. Os principais critérios que orientaram a escolha foram a qualidade técnica e artística das produções e seu poder de comunicação com o público heterogêneo da televisão aberta. Os direitos não exclusivos de comunicação pública foram adquiridos pela CACI junto aos produtores, pelo período de um ano.

Segundo o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel, o pacote deve ser renovado anualmente. “Com esta iniciativa esperamos incentivar o intercâmbio cinematográfico entre os países da comunidade iberoamericana, aproximar os povos e culturas da região , além de promover o desenvolvimento do setor audiovisual através da aproximação entre os produtores independentes e a televisão”, afirma Manoel Rangel .

Dos 52 títulos selecionados este ano, seis são brasileiros: ‘A Oitava Cor do Arco-Íris' , de Amauri Tangará, ‘Batismo de Sangue', de Helvécio Ratton, ‘O Invasor', de Beto Brant, ‘Carandiru', de Hector Babenco, ‘Um Céu de Estrelas', de Tata Amaral, e ‘Proibido Proibir', de Jorge Duran. Argentina, Espanha e México também tiveram, cada um, seis filmes incluídos no pacote.

Da Argentina, país que também teve seis obras selecionadas, serão exibidos filmes como ‘O Mesmo Amor, a Mesma Chuva', do ganhador do Oscar José Juan Campanella, e ‘O Pântano', de Lucrecia Martel. Entre os três filmes portugueses incluídos no pacote está ‘Capitães de Abril', de Maria de Medeiros, programado pela TV Brasil para o próximo domingo, 28 de março. O México está representado por ‘Así es la vida', de Arturo Ripstein, e outras cinco produções.

Completam a lista Espanha , com seis filmes; Colômbia, Chile, Cuba, Peru e Venezuela, com três títulos cada; Bolívia e Uruguai, com dois; Costa Rica, Equador, Guatemala, Porto Rico, e República Dominicana, com uma obra cada.

A programação do ‘Nosso Cinema' na TV Brasil pode ser conferida em www.tvbrasil.org.br .

O que é a CACI :

A Conferência das Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas Ibero-Americanas (CACI) é um organismo multilateral criado pelo Convênio de Integração Cinematográfica Iberoamericana que entrou em vigor em maio de 1991 , após ter sido assinado no Foro de Integração Cinematográfica celebrado em Caracas em 1989. A CACI é formada pelas autoridades cinematográficas de: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, México, Peru, Portugal, Porto Rico, Uruguai, Venezuela e, como observadores, Canadá e Costa Rica.

A CACI é o órgão político de decisão e debate das políticas culturais referentes à atividade audiovisual nos países iberoamericanos. O órgão é gerido pela SECI (Secretaria Executiva da Cinematografia Iberoamericana), instância técnica e executiva da CACI com sede na Venezuela e que se encarrega de dar seguimento dos projetos de integração, mantendo contato direto e permanente com os responsáveis pelo tema audiovisual nos estados-membros.

 


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